Chuva interrompe colheita

Chuvas atingirão áreas produtoras de cana e café de São Paulo e Minas Gerais de quinta-feira até a próxima segunda-feira, o que deverá paralisar os trabalhos de colheita nesse período, previu a Somar Meteorologia.

São Paulo é o principal produtor de cana do Brasil, o maior produtor e exportador global de açúcar, que está no pico da safra, enquanto Minas Gerais responde por mais da metade do café produzido no país, líder na produção e vendas desta commodity.

As chuvas, atípicas para o Sudeste no mês mais seco do ano, ocorrem em um momento em que as colheitas de café e cana estão adiantadas, justamente por um padrão climático seco registrado em semanas recentes.

“Começa (a chuva) na quinta-feira e vai até segunda-feira. Vai paralisar a colheita de canae café, e mesmo no Centro-Oeste vai paralisar a colheita de milho”, disse nesta terça-feira o meteorologista Márcio Custódio, da Somar.

Segundo ele, os volumes diários de chuva nos próximos dias vão oscilar entre 5 e 15 milímetros, ante uma média mensal de julho entre 10 e 20 milímetros para algumas áreas de São Paulo Minas Gerais.

“Com certeza vai superar a média mensal apenas com essa frente fria… É a terceira frente fria que quebra um período mais seco”, disse Custódio, ressaltando que ela trará os maiores volumes de chuva do inverno nos próximos dias.

Embora não sejam volumes grandes em relação aos meses mais chuvosos, serão suficientes para causar uma parada nos trabalhos de colheita, disse o meteorologista.

As chuvas, além de afetar a colheita, também podem paralisar os embarques de açúcarnos portos, que não podem ser realizados com o tempo úmido, sob o risco de a qualidade do produto ser afetada.

Os maiores volumes diários, de mais de 50 milímetros, deverão ser registrados ao norte do Paraná, onde o trigo está em desenvolvimento. O Estado também tem plantações de café nessa região

Thermic reforça orientações de segurança e qualidade de vida na SIPAT 2014

A abertura da SIPAT 2014 (Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho) foi marcada pela palestra com a psicóloga Mariana Mondelli sobre a importância da família na formação do indivíduo e o papel desempenhado por cada um dentro de casa.

No segundo dia, os colaboradores da Thermic participaram de uma palestra motivacional com o técnico em segurança do trabalho Rafael Lopes, da Ambiental. Os participantes refletiram sobre a necessidade de sempre estabelecer propósitos para as atividades desenvolvidas dentro e fora da empresa. Na abertura e encerramento do encontro, os colaboradores assistiram ao depoimento de um companheiro da Thermic que já sofreu um acidente de trabalho. O vídeo contribuiu para reforçar o uso adequado dos equipamentos de segurança.

No terceiro dia da SIPAT, o engenheiro de segurança do trabalho da CART (Concessionária Auto Raposo Tavares) Nivaldo Bautz falou sobre assuntos ligados à direção defensiva. No penúltimo dia de encontro, o alcoolismo foi o tema abordado pela médica do trabalho Carla Lambertini, que destacou a destruição da familiar e as doenças causadas pelo vício.

A Thermic encerrou a SIPAT 2014 com a peça “Você escolhe seu caminho”, da trupe Taty Cia Teatral de São Paulo. Com muito humor, a peça abordou a segurança no dia a dia do trabalho e o uso adequado dos equipamentos de proteção individual. Desde a abertura da semana, a Thermic apresentou uma sequência de vídeos com depoimentos de familiares de alguns colaboradores sobre a importância de cada um deles dentro de casa. Voltar para a casa em segurança é uma obrigação de todos. No final do SIPAT 2014, a Thermic distribuiu brindes para os participantes e presenteou os três colaboradores que mais pontuaram no Bolão da Copa.

 

Novo quiosque

A Thermic agora tem mais um espaço de lazer para os colaboradores. Em meio ao Complexo Esportivo, que conta com dois campos de futebol soçaite e uma quadra de voleibol de areia, o novo quiosque foi inaugurado na Unidade II, com a presença dos colaboradores e diretoria em uma tarde de muita integração. “Esse espaço é mais uma conquista de todos os colaboradores da Thermic e queremos que o quiosque seja utilizado com muita frequência. É um local para momentos de alegria dentro da Thermic”, destaca a diretoria. A comemoração contou ainda com uma gincana envolvendo os colaboradores. Eles foram divididos em equipes que competiram em um quiz de perguntas e respostas sobre a Thermic e a Copa do Mundo e uma disputada etapa de cobranças de pênalti entre os participantes, além de um coquetel de encerramento para todos os presentes.

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Etanol cai 24% em previsão

Governo corta previsão para a oferta de etanol  

O governo decidiu rever a previsão de oferta de etanol para os próximos anos diante da frustração com a retomada do crescimento da produção nacional do biocombustível, conforme antecipou na sexta-feira o Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor. A nova projeção constará do novo Plano Decenal de Energia, o PDE 2023, que está sendo elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

O PDE 2022, feito no ano passado, previa que em dez anos a oferta de etanol mais que dobraria, saindo de 26,7 bilhões (2013) para 53,8 bilhões de litros (2022). O PDE 2023, que se pauta pela mesma avaliação, mas pelo período de dez anos a partir de 2014, estima que a oferta de etanol terá um crescimento reduzido, de 27 bilhões este ano para 48 bilhões de litros em 2023. É um incremento de 77% em uma década, menor que o da projeção anterior, de 101%.

O presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, admitiu que os números precisavam ser revisados, pois estavam “superestimados”. “Talvez estivesse superestimado e, agora, fique mais dentro da realidade. Mas ainda é um crescimento bastante expressivo”, afirmou Tolmasquim ao Valor.

O setor já alertava o governo sobre os números descolados da realidade. “Entre ter uma estimativa estatística de combustíveis e ter um planejamento estratégico para concretizar os planos existe uma enorme diferença”, afirmou a presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Elizabeth Farina. Ela ressaltou que as nove usinas novas a serem instaladas no país até 2015 não saíram do papel, conforme previsão do PDE 2022. Esse conjunto de usinas acrescentaria uma capacidade adicional de moagem de 29 milhões de toneladas.

Elizabeth considera que, sem perspectivas de melhora para o setor, outra leva de 39 unidades produtoras previstas para entrar em produção entre 2016 e 2022 também estariam comprometidas. “Hoje, temos a quantidade zero de usina nova contratada. Ou seja, até o horizonte de 2020 não vai ter nenhuma, não só em 2015, em 2020 também”, disse.

Mas mesmo sem o setor dar sinais de recuperação, o governo acredita que ele retomará a curva de crescimento observada em anos anteriores. Essa crença é sustentada pela expectativa de aumento de demanda no mercado interno. “Acredito que o etanolcontinuará crescendo, sendo bastante importante para o abastecimento de veículos. A nossa projeção preliminar vê o Brasil de hoje, com 38 milhões de veículos, chegar à frota de 64 milhões em dez anos”, afirmou Tolmasquim.

Os produtores ligados à Unica consideram que as metas do governo somente poderiam ser alcançadas se contassem com um plano estruturado que permitisse reverter a situação de endividamento, com muitas usinas enfrentando processo de recuperação judicial. A presidente da entidade disse que o setor tenta renovar as esperanças de recuperação a partir das tratativas retomadas com o governo por meio do ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante.

Segundo Elizabeth, o ministro Mercadante afirma ter total interesse em buscar estímulos ao setor, além do aumento da proporção de etanol anidro na composição da gasolina. “O ministro disse, aliás de forma bastante clara e determinada, que o governo quer o aumento da mistura e considera o setor extremamente importante pelo fato de colocar o Brasil na vanguarda do uso do etanol no mundo, que isso traz benefícios ao consumidor, ao meio ambiente e, inclusive, à balança comercial”, disse Elizabeth.

Ainda que haja sinais de boa vontade do ministro Mercante, integrantes do governo ouvidos pelo Valor consideram que a revisão das projeções de oferta de etanol veio do entendimento de que foram praticamente esgotadas as possibilidades de oferecer novos incentivos à produção. Com isso, o aumento do percentual de anidro na gasolina de 25% para 27,5%, que deve sair este ano, é tido como um dos últimos estímulos que ainda podem ser dados aos produtores. Nesse entendimento, a cadeia de produção já foi completamente desonerada e os financiamentos já contam com juros mais que subsidiados.

Além da inviabilidade de conceder novos estímulos à melhoria das condições de produção, o governo descarta qualquer intervenção no preço da gasolina com o intuito de melhorar a competitividade do etanol. Umas das alternativas defendidas pelos produtores é a equiparação, ainda que parcial, do preço da gasolina ao mercado internacional ou o restabelecimento da cobrança da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre esse derivado de petróleo. Em um cenário de alta da inflação, nenhuma das duas alternativas é cogitada por ora.

Para o governo, a convergência de preço da gasolina com o mercado internacional será considerada somente com o intuito de reduzir a dificuldade de caixa da Petrobras. O benefício ao etanol viria por consequência. Já a possibilidade de mexer na Cide para ajudar o setor sucroalcooleiro é veementemente rejeitada. “A Cide não foi criada para dar competitividade ao etanol, mas para regular os preços do mercado de combustível. Seu objetivo é dar condições de reduzir o preço nos momentos em que o petróleo sobe e aumentar o seu valor nos momentos em que o petróleo desce”, disse fonte do governo.

Aviação pode ter energia limpa

Bioquerosene de cana deve ajudar aviação a reduzir CO2

O que até o ano passado era uma promessa, transformar o querosene, principal combustível usado pelas aeronaves, mais sustentável, tornou-se realidade. O bioquerosene, conhecido no Brasil pela sigla QAV, produzido a partir da cana-de-açúcar, segundo a certificadora internacional de padrões industriais ASTM, já pode ser adicionado na proporção de até 10% ao querosene de aviação de origem fóssil. A resolução favorece a indústria aeronáutica mundial, que agora poderá contar com os benefícios proporcionados pelo uso do combustível limpo para reduzir o impacto ambiental das viagens aéreas, e também o setor sucroenergético, que ao ampliar o seu portfólio de produtos derivados da cana, ganha novas perspectivas comerciais.

A norma D7566 da ASTM revisada e divulgada no dia 16 de junho inclui o uso de farnesano (diesel de cana), como um elemento de mistura que pode ser acrescentado ao querosene usado na aviação comercial. Esta decisão permitirá que bioquerosenes produzidos a partir de biomassa, como o de cana-de-açúcar produzido pela empresa Amyris em parceria com a multinacional francesa Total, possam ajudar a indústria na redução de suas emissões de gases de efeito estufa.

“A conformidade com a norma ASTM nos permite avançar nas discussões com várias das principais companhias aéreas do mundo, que planejam voos comerciais com combustíveis renováveis, reduzindo emissões ao mesmo tempo em que promovem ganhos de desempenho,” afirmou o presidente e CEO da Amyris, John Melo.

O bioquerosene, por enquanto, apenas poderá ser usado para o abastecimento no exterior e não por aqui. Para que o consumo no Brasil seja liberado, a certificação da ASTM precisa ser legitimada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), um procedimento que poderá levar até 90 dias.

Para o consultor em Emissões e Tecnologia da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Alfred Szwarc, a aprovação do uso comercial de 10% de bioquerosene com o combustível convencional, representa um marco na história da aviação moderna.

“Essa mistura diminuirá em cerca de 10% a emissão de gás carbônico, gerando grandes benfeitorias para a indústria aeronáutica e agregando novos benefícios para a atividade canavieira,” explicou o representante da UNICA. Szwarc acrescentou ainda que os ganhos seriam maiores se a ANP, seguindo o exemplo da ASTM, já tivesse aprovado o uso comercial no Brasil.

Rio+20

O primeiro teste com bioquerosene foi realizado em junho de 2012, em voo entre os aeroportos de Viracopos, em Campinas (SP), e Santos Dumont no Rio de Janeiro, cidade sede da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

O voo experimental do jato Embraer 195 da Azul Linhas Aéreas contou com a presença de 60 pessoas, entre jornalistas, personalidades acadêmicas, autoridades políticas e executivos das empresas envolvidas no projeto.

O consultor da UNICA destacou na ocasião que além de reduzir as emissões, o biocombustível de aviação mostrou que possui desempenho similar ao querosene de origem fóssil e que pode ser competitivo comercialmente quando produzido em escala industrial.

Etanol cai em 15 estados

Preço do etanol cai em 15 Estados e no DF, sobe em nove e fica estável em dois  

O preço do etanol caiu em 15 Estados brasileiros e no Distrito Federal. O valor do biocombustível subiu em nove Estados e ficou estável em dois. Foi o que mostrou o levantamento da ANP feito na semana de 8 a 14 de junho.


O maior recuo das cotações, registrado na semana, foi na Bahia (-1,24%), enquanto que a maior alta ocorreu no Ceará (1,14%).

No Brasil, o preço mínimo registrado para o etanol foi de R$ 1,549 o litro, em um posto localizado no Estado de São Paulo, e o máximo foi de R$ 3,170/litro, no Amazonas. Na média, o menor preço foi de R$ 1,903 o litro, em São Paulo. O maior preço médio foi verificado no Acre, de R$ 2,941 o litro.

Competitividade

Levando em consideração apenas os aspectos econômicos, o preço do etanol nos postos de combustíveis continua mais vantajoso do que a gasolina em três estados: Goiás, Paraná e São Paulo. O valor do biocombustível está em 69,4%, 69,3% e 66,47% do preço da gasolina, respectivamente.

O levantamento mostrou também que a gasolina está mais vantajosa no Amapá, onde o etanol custa o equivalente a 97,2% do preço do combustível fóssil.

PIB agropecuário sobe 0,6%

PIB do setor agropecuário sobe 0,6% no 1º trimestre  

O PIB do agronegócio subiu 0,62% no primeiro trimestre deste ano. O destaque foi a pecuária, que teve alta de 0,98%. Já o PIB da agricultura subiu 0,38%.


Os dados são da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Um dos destaques da pecuária foi o segmento de leite, cujo aumento de faturamento está previsto em 19,3% neste ano. Na agricultura, um dos motivos do incremento do PIB foi o aumento de safra, mas os preços caem.

 

 

Cresce exportação de etanol

O Brasil exportou em maio 139,3 milhões de litros de etanol, o que corresponde a uma ligeira queda de 0,4% na comparação com os 139,8 milhões de litros embarcados em maio de 2013. Em relação a abril deste ano, quando foram embarcados 137,4 milhões de litros, o volume é 1,4% maior. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

A receita cambial com a venda do biocombustível alcançou US$ 98,7 milhões em maio, avanço de 5,1% ante os US$ 93,9 milhões registrados em maio de 2013. Em relação aos US$ 96 milhões de abril deste ano, houve incremento de 2,8%. No acumulado do ano, foram exportados 612,5 milhões de litros de etanol (-30%), com receita de US$ 410 milhões (-29,8%).

Cana-de-açúcar vai à Copa

A forte presença da cana-de-açúcar em diversos produtos que fazem parte do dia-a-dia dos brasileiros é o principal destaque de um novo vídeo, que vai ser distribuído mundialmente a partir desta semana. A ideia é disseminar o papel da cana-de-açúcar na sociedade brasileira durante o mundial de futebol, período em que o Brasil estará no foco das atenções em todos os continentes.

Produzido como parte da parceria entre a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o vídeo será divulgado principalmente por meio de redes sociais. Com 1m30s de duração, a peça apresenta um casal de turistas estrangeiros visitando o Rio de Janeiro e sendo surpreendidos pelas diferentes aplicações da cana-de-açúcar, utilizada como combustível automotivo e aeronáutico, em embalagens plásticas de refrigerantes ou de protetor solar ou simplesmente como açúcar para adoçar a mundialmente conhecida caipirinha.

Realizado para a UNICA pela produtora VBrand, sediada no Rio de Janeiro, o vídeo, que está disponível no canal da UNICA no Youtube, é mais uma iniciativa conjunta entre a entidade e a Apex-Brasil, que trabalham juntas desde 2008 para promover mundialmente o etanol brasileiro como opção de combustível limpo e renovável.

Colaborador da Thermic ganha concurso de incentivo à doação de sangue

O colaborador Francisco de Lima Souza, auxiliar de produção na Thermic há cinco anos, foi ganhador do concurso de frases do “Projeto Salve uma Vida”, promovido pelo Rotary Club de Pederneiras. Com a frase “Você pode fazer uma vida brilhar com sua atitude, sangue é fonte de vida!”, Francisco, também conhecido como Piauí, concorreu com outros 100 estudantes da cidade. O objetivo do concurso foi incentivar a doação de sangue entre a comunidade. “Estou muito feliz em poder ajudar. Toda minha família também está muito contente”, diz Piauí, que é integrante do programa de alfabetização municipal.

A Thermic reuniu todos os colaboradores da Unidade I, dia 3 de junho, e entregou uma placa em homenagem a Piauí pela dedicação em solidariedade a quem precisa de sangue. “A Empresa sabe reconhecer as boas iniciativas dos nossos colaboradores, principalmente quando se trata de ação solidária. Doar sangue é um grande gesto de fraternidade. Esta homenagem é merecida”, afirma Daniel Canella, coordenador administrativo da Thermic.

Piauí