Dias das Crianças

A Thermic já prepara os últimos detalhes para a Festa do Dia das Crianças, em 12 de outubro. O evento é destinado aos filhos dos colaboradores. O colaborador deve confirmar presença com RH até o dia 30 e retirar o convite nos dias 9 e 10 de outubro no mesmo local da confirmação. Os colaboradores da Unidade II devem procurar o RH nos horários de atendimento.

A apresentação dos convites é indispensável. Não deixe seu filho de fora dessa! Haverá arte em balões, palhaços, teatro, maquiagem artística, algodão doce, picolé e muito mais.

CONVITE-THERMIC

Sucroenergético ganha Reintegra

Em reunião extraordinária convocada no dia 09 de setembro pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, o governo anunciou que o açúcar e o etanol passarão a fazer parte do Programa Reintegra, um importante pleito do setor sucroenergético. Durante o encontro com a presidente da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (UNICA), Elizabeth Farina, e representantes das usinas, o ministro Mantega anunciou que as empresas passarão a ser ressarcidas em 0,3% sobre as receitas decorrentes da exportação dos dois produtos. A partir de 2015, esse percentual subirá para 3%. A medida deve ser encaminhada para assinatura da Presidente da República ainda hoje (10/9) e passará a valer assim que publicada no Diário Oficial da União (DOU). O Reintegra é um benefício criado pelo Governo Federal que possibilita que algumas empresas brasileiras exportadoras recuperem até 3% da receita decorrente da exportação.

Outra medida anunciada ontem pelo ministro Mantega foi a liberação de linhas de financiamento em condições diferenciadas para a construção de armazéns de açúcar no País. Mas, o assunto deverá ser aprovado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em reunião prevista ainda para este mês de setembro. Espera-se que, com a medida, o Brasil possa ampliar a sua capacidade de armazenamento, atualmente em níveis bastante  inferiores aos dos principais países produtores e exportadores de açúcar, e, com isso, permitir melhores oportunidades de comercialização do produto.

A UNICA avalia que as medidas anunciadas ontem pelo governo são importantes para o setor sucroenergético, mas ainda insuficientes para fazer frente à grave crise enfrentada pela indústria canavieira. É preciso uma visão de longo prazo, principalmente no que se refere ao etanol e à biomassa, com políticas públicas claras, estáveis, consistentes e que possibilitem a recuperação da competitividade do setor e um ambiente propício a novos investimentos.

PIB do agronegócio cresce 1,9%

O PIB do agronegócio crescerá no máximo 3,8% em 2014, de acordo com estimativa de pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). No primeiro semestre, o avanço foi de 1,9%, justificado pelas perspectivas de aumento da produção agropecuária e maior patamar de preços na comparação com o primeiro semestre do ano passado. Variações climáticas, no entanto, podem levar a ajustes nas estimativas atuais de produção nacional e mundial.

Em 2013, o PIB do agronegócio estimado pelo Cepea e CNA cresceu 3,92%, da ordem de R$ 1,1 trilhão, e representou 22,5% do PIB nacional.

O segmento primário da pecuária se destacou nos primeiros seis meses deste ano, acumulando alta de 5,52%; a agropecuária cresceu 2,91%. A agroindústria agropecuária avançou apenas 0,10%.

A queda da participação da agroindústria no PIB do agronegócio é uma tendência apontada pelos pesquisadores responsáveis pelo cálculo. O professor da Esalq/USP Geraldo Barros, coordenador do Cepea, diz que nos últimos 10 anos, o PIB do agronegócio cresceu à taxa anual de 2,7%, com a agropecuária na marca de 3,8% e a agroindústria, de 2%. Em 2013, o segmento de insumos representou 12% do PIB, a agropecuária, 29%, a agroindústria, 28%, e o segmento de serviços, 31%. Em 1995, explica Barros, a agroindústria representava 35% e a agropecuária, 24%.

A perda de participação da agroindústria indica que o agronegócio não tem conseguido avançar nos segmentos de maior valor agregado, em boa parte devido às dificuldades enfrentadas na exportação de produtos manufaturados. “Nas nossas exportações predominam as matérias-primas e semiprocessados, enquanto os processados e os produtos frescos, como frutas e flores, enfrentam barreiras comerciais ou não atendem às exigências de qualidade e sanitárias.”

Por sua vez, o aumento relativo do segmento primário é explicado pelo crescimento da produtividade no campo, decorrente de avanços tecnológicos. Segundo o coordenador do Cepea, de 1980 a 2000, período em que o preço real dos produtos agropecuários caiu aproximadamente 60%, a produtividade também cresceu perto de 60%. Com esse significativo avanço, em termos médios, a rentabilidade do setor praticamente se manteve, enquanto a produção (volume) aumentou 85%. A elevação da produtividade, por outro lado, também tem sido fundamental para conter o aumento da área explorada e, portanto, o processo de desmatamento.

De 2000 a 2010, a produtividade da agropecuária cresceu 73%, enquanto a produtividade do conjunto da economia permaneceu praticamente estável. As exportações também se potencializaram – o volume embarcado de produtos do agronegócio aumentou 220% entre 2000 e junho de 2014. Em termos de receita, especificamente no primeiro semestre de 2014, somaram cerca de U$$ 50 bilhões.

Barros destaca que o grande desafio é manter o ritmo de crescimento da produtividade, ou seja, a competitividade do agronegócio. “A resposta passa pelo desenvolvimento de pesquisas e disponibilização aos produtores, em especial aos pequenos.”

Foguete brasileiro ganha céu

O lançamento do primeiro foguete brasileiro com motor a propelente líquido foi feito na noite do dia 01 de setembro no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. Todos os requisitos técnicos de sucesso da missão foram atingidos, segundo o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, coordenador da operação.

O experimento funcionou durante o período previsto de 90 segundos. A carga útil embarcada, denominada Estágio Propulsivo a Propelente Líquido, consiste em um motor que utiliza etanol e oxigênio líquido. O sistema foi desenvolvido pela empresa Orbital Engenharia em parceria com o IAE.

O lançamento do foguete ocorreu às 23h02. Durante o teste, que durou três minutos e 34 segundos, houve a coleta de dados para estudos de um sistema de posicionamento global (GPS) de aplicação espacial, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, e de um dispositivo de segurança para veículos espaciais, desenvolvido pelo instituto de aeronáutica.

A operação serviu também para o treinamento das equipes na operação e lançamento de motores a propelente líquido, visando à aplicação no desenvolvimento de futuros veículos suborbitais e lançadores de satélites.

O bom desempenho do motor possibilitará a retomada de lançamento dos foguetes brasileiros, por parte da Agência Espacial Alemã, a partir da Europa. Os alemães participaram da operação com trabalho de coleta de dados em voo, por meio de uma estação móvel de telemetria.

Moagem cresce 9,1% no Paraná

A produção paranaense de açúcar e etanol continua em bom ritmo na safra 2014/15 – com números superiores ao ano passado – mesmo o setor não vivendo seu melhor momento na região Centro-Sul. A estiagem que atingiu os estados de São Paulo e Minas Gerais trará impacto para o mercado nacional nesta e nas próximas safras, já que deve resultar em menor volume de produção e incremento de preços. A estimativa de moagem da cana-de-açúcar para a atual temporada está em 547 milhões de toneladas, contra 580 milhões da projeção anterior. Muitas usinas paulistas, inclusive, devem encerrar as atividades antes do normal, já que não há matéria-prima de qualidade para a moagem.

No Paraná, a situação é de estabilidade, e a moagem deve encerrar apenas em dezembro, somando entre 42 e 43 milhões de toneladas no ciclo 2014, mesmo volume do ano passado. Até o dia 16 de agosto, foram esmagadas 22,2 milhões de toneladas de cana, contra 20,3 milhões do período anterior, um aumento de 9,1%. Os números são da Associação de Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná (Alcopar)

A produção de açúcar até o momento é de 1,44 milhão de toneladas, contra 1,34 milhão da safra 2013/14, incremento de 7,1%. No caso do etanol, o aumento também é significativo: de 712,1 milhões de litros para 784,1 milhões de litros, elevação de 10,1%. O etanol anidrofoi o que apresentou maior variação percentual, de 220 milhões para 259 milhões de litros, 17,7%. “Estamos com uma produção dentro da normalidade, diferentemente do que está acontecendo em São Paulo e Minas Gerais. Essa quebra de 6% na estimativa dos paulistas impactará no mercado, principalmente no preço do açúcar, que deve subir. Essa quebra acabará, de certa forma, beneficiando a produção paranaense”, explica o presidente da Alcopar, Miguel Tranin, ressaltando que a rentabilidade dos produtores do Paraná pode ser maior por causa da quebra de produção do estado vizinho.

Se a expectativa do açúcar é de uma recuperação dos valores, para o etanol o cenário “ainda é de prejuízo”, segundo Tranin. Na opinião do representante da Alcopar, os custos de produção do litro do produto, variando entre R$ 1,26 e R$ 1,30, prejudicam demais o setor, que não consegue competir com a gasolina. “O preço da gasolina está congelado há cinco anos e isso acaba complicando nosso setor. Já tivemos cerca de 45 milhões de toneladas de cana processadas, e hoje não conseguimos atingir novamente esses patamares”, salienta ele.

Miguel comenta que o setor discute com o governo a possibilidade das usinas de canafornecerem energia no futuro, já que, de acordo com ele, a “estiagem mostrou que o sistema hidrelétrico ainda é frágil no País”. “Pode acontecer uma dificuldade generalizada de falta de energia se dependermos apenas das hidrelétricas em momentos de seca como os que aconteceram. No Brasil, temos duas Itaipus adormecidas nas usinas de moagem, que podem ser utilizadas”, completa.

Chuvas prejudicam produção

O excesso de chuva registrado no principal polo de produção sucroenergética de Mato Grosso do Sul, na região sul do estado, no mês de julho, acabou desacelerando a moagem de cana-de-açúcar e reduzindo o volume de produção de etanol e açúcar, segundo informações divulgadas nesta terça-feira (12), pela Associação dos Produtores de Bioenergia (Biosul).

De acordo com a entidade, na segunda quinzena de julho foram processadas 1,83 milhões de toneladas de cana, uma quantidade 43% menor que no mesmo período da safra passada, que foi de aproximadamente 3,2 milhões de toneladas.

“Em julho, choveu duas vezes e meia a mais do que a média histórica, isso fez com que as usinas diminuíssem o ritmo da produção por conta da interrupção de vários dias na colheita, agora em agosto esperamos voltar ao ritmo normal de produção no estado”, aponta o presidente da Biosul, Roberto Hollanda.

A entidade aponta que no acumulado da safra, as usinas do estado moeram até 31 de julho, 16,17 milhões de toneladas, o que representa um volume 13,79% menor em relação ao registrado no ciclo anterior neste mesmo intervalo de tempo, que foi de 18,75 milhões de toneladas.

Com menor quantidade de matéria-prima disponível foi reduzido o processamento de etanol e de açúcar. Do alimento já foram produzidas nesta safra 436 mil toneladas, volume 29,58% abaixo das 620 mil toneladas, do acumulado até o fim de julho na temporada passada.

Em relação ao etanol, a queda na quantidade produzida foi um pouco menor, 10,26%, caindo dos 993,98 milhões de litros para 892 milhões de litros, na comparação do acumulado do ciclo atual com o mesmo intervalo de tempo do anterior.

Energia limpa atrai investimento

Os fundos de private equity passaram a olhar com mais apetite para companhias de fontes renováveis de energia.

O interesse tem aumentado diante da demanda crescente no Brasil, somada ao fato de que projetos de energia renovável têm um processo de implantação mais rápido, com a obtenção de licenças ambientais mais simples do que hidrelétricas e térmicas.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital (Abvcap) mais de 21% dos gestores estão com foco nesse setor.

Esse interesse chegou também nos fundos de venture capital, que são tradicionalmente grandes investidores no setor de tecnologia. A Nova Investimentos, por exemplo, possui um fundo dedicado à energia renovável, com investimentos em empresas como Brazil Energy e Brazil Hidro.

“Esse é um setor promissor e com forte apelo social”, diz o sócio da gestora Raphael Fraga. Segundo ele, o avanço tecnológico fez com que a geração de energia limpa ganhasse eficiência.

Diante dos casos de sucesso que estão surgindo no setor, a demanda por fundos com esse perfil está crescendo, avalia o sócio da Performa Investimentos, Guillaume Sagez, que dá especial atenção a energia solar e à cadeia de fornecimento de equipamentos para a eólica.

O setor eólico deve saltar de 3% da matriz energética brasileira em 2014 para 8% em 2018. “Isso requer investimentos que precisarão de muito capital. A indústria de private equity será uma das fontes”, diz Sagez.

Embora a presença de energia renovável tenha crescido o no portfólio dos fundos de investimento, o setor de tecnologia continua a atrair a maior parcela dos aportes dos venture capital. Segundo o conselheiro da Abvcap, Humberto Matsuda, a atratividade do setor se explica porque as empresas se valorizam mais rápido e exigem menos capital para crescer.

Dilma diz que etanol terá lucro

A presidente Dilma Rousseff afirmou na tarde desta quarta-feira, 6, que uma estrutura de financiamento ´mais favorável´ vai garantir a lucratividade do setor de etanol no Brasil. Dilma destacou que, após ter feito a desoneração de PIS e Cofins, o governo estuda outras medidas, como a possibilidade de se ampliar de 25% para 27,5% a mistura do etanol na gasolina.

´Agora é fundamental perceber que o setor passou por uma crise, e que esse processo de crise está sendo absorvido sistematicamente. E obviamente acredito também que estruturas de financiamento mais favoráveis ao etanol vão garantir ampliação da lucratividade´, afirmou a presidente, após participar de sabatina promovida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).


Cide

A presidente também foi questionada a respeito do retorno da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre a gasolina. ´Eu acho que aumentar a Cide para qualquer setor impacta no que se chama arrecadação de tributos. Há que se justificar a Cide para qualquer coisa; acredito que a política em relação ao etanol tem de ser uma política bastante clara´, respondeu.

A Cide, que incidia sobre a importação e a comercialização de petróleo e derivados, gás natural e álcool etílico combustível, foi zerada pelo governo federal como forma de compensar o reajuste nos preços da gasolina e do diesel. A intenção era evitar que a alta chegasse até o bolso do consumidor. A Cide zerada, contudo, é uma das principais críticas do setor sucroalcooleiro ao governo, alegando que isso tira a competitividade doetanol.

´O etanol nosso de cana é um produto que tem competidor internacional, que é o etanolde milho americano. O etanol de cana terá de ser competitivo com o etanol de milho e a política do governo é ajudar nessa competitividade. Através do quê? Da contínua e sistemática adoção de tecnologias´, disse a presidente.

Moagem atinge 41,3 mil toneladas

O volume de cana-de-açúcar processado pelas unidades produtoras da região Centro-Sul totalizou 41,33 milhões de toneladas na primeira quinzena de julho de 2014. Esse resultado é 6,44% inferior as 44,17 milhões de toneladas moídas na quinzena anterior e 3,88% menor quando comparado ao valor registrado na primeira metade de julho de 2013 (42,99 milhões de toneladas).

Segundo o diretor Técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Antonio de Padua Rodrigues, “a retração da moagem na primeira quinzena de julho se deve as chuvas que ocorreram no sul do Estado de São Paulo, no norte do Paraná e em boa parte do Mato Grosso do Sul, além de manutenção industrial programada e da redução do ritmo de moagem em várias unidades produtoras devido à menor oferta de cana”.

No acumulado desde o início da safra 2014/2015 até 16 de julho, a moagem alcançou 244,38 milhões de toneladas, crescimento de 8,26% em relação àquela verificada no mesmo período do último ano (225,73 milhões de toneladas).

Em relação à produtividade agrícola, segundo informações apuradas pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), o rendimento da área colhida atingiu 79,30 toneladas de cana-de-açúcar por hectare em junho, queda de 4,10% frente ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado desde o início da atual safra até o final de junho, a quebra agrícola alcançou 6,1%.

O executivo da UNICA destaca que “a condição do canavial é muito heterogênea entre as regiões produtoras: em alguns locais a produtividade da lavoura está acima daquela observada em 2013, enquanto em outros a quebra agrícola ultrapassa 20%”. No agregado do Centro-Sul, a expectativa é que a redução na produtividade se acentue nos próximos meses, devido a colheita da cana-de-açúcar com menos de 12 meses e de áreas mais afetadas pela seca prolongada, disse o executivo.

De fato, estatísticas preliminares do CTC indicam que o rendimento médio dos canaviais colhidos na região Centro-Sul durante a primeira quinzena de julho será inferior àquele registrado em junho, com quebra acima do valor acumulado registrado até o momento (6,1%).

A saber, no Estado de São Paulo a quebra agrícola acumulada até o final de junho alcançou 8,50%, enquanto a moagem acumulada para o mesmo período cresceu 9,80% no comparativo com a safra 2013/2014, indicando que houve um avanço considerável na área colhida.

Qualidade da matéria-prima

Apesar de prejudicar sensivelmente a produtividade agrícola, a estiagem melhorou a qualidade da cana-de-açúcar ao favorecer a concentração de açúcares pela planta.

Nos primeiros 15 dias de julho, a quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) alcançou 139,44 kg por tonelada de cana-de-açúcar processada, valor 7,42% maior que aquele apurado no mesmo período do último ano (129,81 kg de ATR/t de cana).

Rodrigues ressalta que “a concentração de ATR observada nos primeiros 15 dias de julho deste ano só foi alcançada na safra 2013/2014 no final de setembro”. Em algumas unidades produtoras, o valor apurado na primeira metade de julho já superou 150,00 kg por tonelada de cana moída, acrescentou.

No acumulado desde o início da safra até 16 de julho, o teor de ATR por tonelada de matéria-prima totalizou 126,97 kg, 2,14% superior aos 124,31 kg registrados na mesma data de 2013.

Produção de açúcar e etanol

Da quantidade total de cana-de-açúcar moída na primeira quinzena de julho, 46,38% destinou-se à produção de açúcar, contra 45,46% computados até o mesmo momento da safra 2013/2014. No acumulado desde o início da atual safra até 16 de julho, este percentual totalizou 43,60%.

A produção de açúcar na primeira metade de julho somou 2,55 milhões de toneladas. Esta quantidade é praticamente idêntica àquela observada na quinzena anterior (2,58 milhões de toneladas), mas 5,34% superior no comparativo com o mesmo período de 2013 (2,42 milhões de toneladas).

Esse pequeno crescimento na produção de açúcar se deve a antecipação do cronograma de fabricação do produto. Isso ocorreu em função do aumento da concentração de açúcares na cana colhida no início de julho, da expectativa de maior quebra agrícola nos próximos meses e da possibilidade de queda mais acentuada na qualidade da matéria-prima no final da safra devido à antecipação da colheita.

Para o diretor da UNICA, “é natural que as empresas aproveitem esse momento de melhor qualidade da cana para produzir o açúcar necessário ao atendimento dos compromissos futuros já assumidos”. Ninguém quer correr o risco de não conseguir produzir o açúcar já contratado, visto que existem muitas dúvidas sobre as condições agrícolas e de colheita para os próximos meses, acrescentou.

Ele ressalta, entretanto, que a remuneração relativa etanol/açúcar, a necessidade de caixa de boa parte das empresas e a quebra agrícola mais acentuada em São Paulo, principal exportador de açúcar, não indicam que esse movimento se repita em todas as quinzenas da safra.

No acumulado desde o início da safra 2014/2015 até 16 de julho, a fabricação de açúcar alcançou 12,89 milhões de toneladas, contra 11,37 milhões de toneladas apuradas até a mesma data do último ano.

Em relação ao etanol, o volume produzido alcançou 1,81 bilhão de litros na primeira metade de julho, aumento de 1,68% sobre o mesmo período da safra passada. Deste volume, 1,01 bilhão de litros refere-se ao etanol hidratado e 797,71 milhões de litros ao etanol anidro.

A produção acumulada somou 10,26 bilhões de litros desde o início da safra até 16 de julho, sendo 4,38 bilhões de litros de etanol anidro e 5,88 bilhões de litros de etanol hidratado.

Vendas de etanol

As vendas de etanol pelas unidades produtoras da região Centro-Sul somaram 988,57 milhões de litros na primeira quinzena de julho, contra 1,09 bilhão de litros em igual período de 2013. Deste volume comercializado na mencionada quinzena, apenas 36,64 milhões de litros destinaram-se à exportação, enquanto 951,93 milhões de litros ao mercado doméstico – pequeno aumento de 0,91% comparativamente ao montante observado em igual quinzena do ano anterior. As vendas de etanol anidro ao mercado interno totalizaram 429,66 milhões de litros nos primeiros 15 dias de julho, alta de 10,11% em relação aos 390,21 milhões de litros comercializados em igual quinzena de 2013.

Em relação ao etanol hidratado, o volume comercializado no mercado doméstico somou 522,28 milhões de litros na primeira metade do mês, ante 553,15 milhões de litros no mesmo período de 2013. No acumulado desde abril até 16 de julho, as vendas de etanol somaram 6,90 bilhões de litros, contra 7,04 bilhões de litros apurados até esta mesma data da safra 2013/2014. Esse recuo resulta da queda de 44,46% das exportações, já que o volume direcionado ao abastecimento doméstico aumentou 4,32% no período, totalizando 6,40 bilhões de litros.

Safra eleva crédito no interior

O início da safra de cana-de-açúcar 2014/2015 em março foi o responsável por aumentar o volume de crédito em Ribeirão Preto (313 km de São Paulo), apesar do setor enfrentar a pior crise da sua história. Os financiamentos para o agronegócio em Ribeirão Preto representaram 30,2% do total das modalidades de crédito em abril.

O aumento do volume total de crédito foi de 7% em abril em comparação a março, com um movimento de R$ 15,7 bilhões -ante R$ 14,6 bilhões no mês anterior. Este crescimento vai na contramão do cenário nacional que teve retração de 1,42%, com R$ 2,3 trilhões em abril, ante R$ 2,4 trilhões no período anterior.

O resultado também contraria os cenários estadual e do interior de São Paulo, que tiveram quedas de 3,2% e 0,8%, respectivamente. Os números constam de levantamento da Fundace (Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia), ligada à FEA-RP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto), da USP. 

A maioria, no entanto, são empréstimos e descontos de títulos, que representaram 33,4% do volume total. O restante são financiamentos em geral com 18%, financiamentos imobiliários com 16% e outras modalidades com 2,2%.